Hora Sexta – Pr. Válter Sales https://horasexta.com.br/ Blog, Reflexões e Estudos Tue, 09 Dec 2025 02:27:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://horasexta.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cropped-cropped-Logo-Hora-Sexta-2-32x32.png Hora Sexta – Pr. Válter Sales https://horasexta.com.br/ 32 32 No Cenáculo 34A – As Palavras De Jesus Na Cruz https://horasexta.com.br/no-cenaculo-34a-as-palavras-de-jesus-na-cruz/ https://horasexta.com.br/no-cenaculo-34a-as-palavras-de-jesus-na-cruz/#respond Tue, 09 Sep 2025 01:45:49 +0000 https://horasexta.com.br/?p=1801 setembro 8, 2025 Pr. Válter Sales Os próximos textos versarão sobre o que Jesus falou, estando já na cruz. Ao contrário do que de ordinário se diz e se faz, ao analisar as palavras de Jesus Cristo, proferidas enquanto era crucificado, e foram Sete, não me ative a elas somente. Também não pretendi fazer qualquer […]

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Os próximos textos versarão sobre o que Jesus falou, estando já na cruz. Ao contrário do que de ordinário se diz e se faz, ao analisar as palavras de Jesus Cristo, proferidas enquanto era crucificado, e foram Sete, não me ative a elas somente. Também não pretendi fazer qualquer interpolação ao sagrado texto dos Evangelhos. Apenas quis desdobrá-las, pensando em suas muitas e desafiadoras  inferências. Decerto, o leitor disso se aperceberá.

Nenhuma palavra da Bíblia Sagrada é ela só, como a vemos grafada numa página. Ela transcende o nosso entendimento espontâneo e nossas expectativas do que possa representar para nós ou comunicar-nos a priori. A Palavra de Deus contém mais do qualquer ser humano possa depreender de uma leitura apressada ou superficial. Exige mente arguta e verbo criativo.

A palavra não é apenas o som que se articula e se ouve. Há elementos outros que dela emanam ou se inferem. As palavras de Jesus traduzem muito mais do que lemos e ouvimos; tanto que não são apenas articulações, senão Ele mesmo – “As minhas palavras são espírito e vida” (Jo 6.63) – dele mesmo e para os que nele creem. Dessa forma são vistas (não apenas ouvidas) em sua integralidade – essência, destino e propósito.

Um bom estudo do que Jesus disse significa mais do que a sinonímia comum possa oferecer. Imagino as Sete Palavras proferidas na cruz como uma síntese perfeita de tudo o que Ele ensinou e praticou. Uma síntese de si mesmo. Karl Barth deixou-nos uma Introdução à Teologia Evangélica, na qual referiu os efeitos impactantes da Pessoa e dos ensinos do Mestre divino, causados no grupo discipular, os doze, “aos quais deu também o nome de apóstolos (Lc 6.13c); em termos como: Admiração, Abalo, Comprometimento, A Fé, Solidão, Dúvida, Tribulação, Esperança, Oração, Estudo, Serviço e O Amor. Eu, modestamente, apenas inferi das Sete Palavras algumas marcas da Pessoa do crucificado, tais como: A entrega, A comunhão, A qualidade da vida, A mente, A vontade, O corpo, O espírito – o todo, O nosso espírito todo, Ressurreição e Ascensão, A fé, A esperança, O amor.

Não houve de minha parte qualquer presunção de comparar-me ao famoso teólogo e com o que ele escreveu para algumas conferências. Apenas, repito, vi nas palavras do Divino Mestre inferências prováveis e possíveis do que Ele falou. E não digo que as haja esgotado. Homem algum conseguiria fazê-lo.

A cruz – já se disse – é o centro do cristianismo. Não nos esqueçamos, contudo, de que Jesus é a chave hermenêutica para entendermos todo o projeto de Deus com vistas à redenção do ser humano por ele criado, e a quem amou e ama, sem fazer qualquer acepção. O Calvário é o supremo exemplo de renúncia, de sua entrega por amor a todos. É o supremo exemplo do amor – “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15.13, 14). Os amigos são aqueles que com Ele se identificam, na sua vontade e nos seus ensinos. Mas, igualmente, esse insondável amor se revelou no pedido de perdão para os próprios algozes (Lc 23.34a).

Assim, e para que este adendo não se torne mais extenso que o necessário, deixo aos atentos leitores a ventura que a graça sempre nos propicia, de avançar um pouco mais, para além das palavras que Jesus proferiu na cruz. O que Ele disse vai muito além das palavras. A própria palavra de Deus, exarada nas Sagradas Escrituras, é inesgotável. Como os seus feitos não foram todos registrados (Jo 21.25), creio que igualmente suas palavras não foram anotadas na sua totalidade. A mente humana jamais alcançará o todo do que Deus é, diz e faz.

Dessa forma, nada mais é-nos indicado do que, humildemente, inclinar nossa mente diante da grandeza do que está escrito, abrir o coração para receber a palavra e quem a proferiu; manter-nos em postura genuflexa, reverente, piedosa, quanto nos seja possível.

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No Cenáculo 53 – Palavras De Jesus Na Cruz https://horasexta.com.br/no-cenaculo-53-palavras-de-jesus-na-cruz/ https://horasexta.com.br/no-cenaculo-53-palavras-de-jesus-na-cruz/#respond Sun, 22 Dec 2024 02:24:56 +0000 https://horasexta.com.br/?p=1941 dezembro 21, 2024 Pr. Válter Sales A sétima XII – O Amor – “… entrego o meu espírito” (Lc 23.46). O amor é não somente a principal virtude, mas a base para todas as demais. O monumental capítulo 13 da Primeira Carta aos Coríntios é o registro paulino da mais luminosa página sobre o Amor. […]

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A sétima XII – O Amor –

“… entrego o meu espírito” (Lc 23.46). O amor é não somente a principal virtude, mas a base para todas as demais.

O monumental capítulo 13 da Primeira Carta aos Coríntios é o registro paulino da mais luminosa página sobre o Amor. Seguramente, está acima de qualquer descrição do tema, em qualquer literatura.

É fácil notar que Paulo situa o amor acima de questões muito sensíveis e de alta monta em sua vida, tais como a glossolalia, humana e angelical; o dom de profecia, o conhecimento de todos os mistérios e toda a ciência; ainda que tenha uma tão grandiosa fé, que seja capaz de transportar montes; mesmo que se torne um gigante da filantropia e ainda que entregue o próprio corpo ao maior sacrifício – ser queimado, diz ele: “se não tiver amor, nada disso me aproveitará” (1-3).   

Na sequência, o grande apóstolo passa a relacionar o amor com a paciência, a benignidade; a ausência de ciúmes, de ufanismo, de soberba, de conduta inconveniente, de interesse próprio, de exasperação, de ressentimentos, de injustiça (4-6a). São maneiras como podemos adjetivar essa virtude.

“Mas”, e que adversativa impactante! O amor “regozija-se com a verdade” (6b). E mais, ainda, que aferição elevada! O amor “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (7). Seria esse o amor humano? Prossigamos com o extraordinário Apóstolo: “O amor jamais acaba” (8a). Sua natureza é infinita. Fala-se, pois, do amor como virtude essencial, não de um mero sentimento que venhamos a cultivar em nós, e que pode sofrer com as ondulações do nosso espírito.

Ora, reflitamos: Em Colossenses 3.14, lê-se: “Acima de tudo esteja o amor, que é o vínculo da perfeição”. Nota-se que Paulo está discorrendo sobre “virtudes que devem ser cultivadas” (12-13). Incluem-se “afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade, tolerância, perdão mútuo” (o modelo apresentado é o de Jesus Cristo).

Outro grande Apóstolo, Pedro, recomenda que associemos, “reunindo toda a vossa diligência”, com a fé que dizemos ter, a virtude, o conhecimento, o domínio próprio, a perseverança, a piedade, a fraternidade e, nessa gradação proposital, a culminância – o Amor (2Pe 1.5-7).

Tudo na Sagrada Escritura corrobora esse ideal da vida cristã. É como Paulo fecha seu esplendoroso poema. Na trilogia , Esperança e Amor, confere a este último – o Amor – a supremacia (1Co 13.13).

A entrega do espírito ao Pai foi o derradeiro gesto de amor de Jesus Cristo, enquanto esteve na cruz. Sem a força do amor, nada do que ele fez teria acontecido. Bom momento este para aferirmos o sentido, a verdade mesma, de nossa entrega pessoal a Deus. E isto acima da funcionalidade… É próprio do ser humano ancorar-se no que faz. No Reino de Deus é diferente (Lc 17.10).

A palavra Amor, na magnitude de seu sentido e alcance, é a única virtude que, a rigor, combina essência com ação. Deus é amor, isto é essência. Deus ama, isto é doação da própria essência, em Cristo. Ama aquele que é amor. Ama, em medidas peculiares, aquele que o recebe da fonte. O que é não pode não ser.

Os atributos de Deus serão sempre divinos, como a natureza humana será sempre humana, e precisa ser trabalhada pela Graça de Deus (Sl 66.10).

O grande desafio que Deus põe diante de nós é o de que sejamos. Isto deve ser considerado como algo acima do que podemos fazer. O fazer e o não fazer confundem-se na vontade e nas atitudes humanas, quando apenas circunstanciais. O ser põe-nos acima desse risco para a nossa identidade.

A força do caráter de Deus e de Cristo transpira da afirmação de sua identidade: “Eu sou”. Em nosso caso, humanos que somos, a nós nos resta espelhar-nos no ensino do Mestre Divino (Jo 13.34b). A medida do amor no Antigo Testamento era o próprio homem (Lv 19.18b). O que aparece em Mt 22.39; Mc 12.31 e Rm 13.9c, é reflexo direto do novo modelo – Jesus. Há um aspecto novo: a reciprocidade para unir a comunidade e o modelo, Ele mesmo.

Hoje, apontam-se muitos caminhos e muitas maneiras de expressar o amor, mas só o amar de verdade, com todas as suas implicações, é capaz de ajustar todos os caminhos e aperfeiçoar todas as maneiras de viver. A rigor, o viver sem amar é uma forma de não viver, em analogia com o “Penso, logo existo”, de René Descartes. O genuíno amor jamais se dissocia dos sentimentos mais puros e mais elevados.

Nihil obstat, o amor tem sua origem na perfeição do Ser. E o Ser é eterno.

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No Cenáculo 52 – Palavras De Jesus Na Cruz https://horasexta.com.br/no-cenaculo-52-palavras-de-jesus-na-cruz/ https://horasexta.com.br/no-cenaculo-52-palavras-de-jesus-na-cruz/#respond Fri, 20 Dec 2024 02:22:47 +0000 https://horasexta.com.br/?p=1934 dezembro 19, 2024 Pr. Válter Sales A sétima XI – A Esperança – “… entrego o meu espírito” (Lc 23.46). A morte de Jesus abriu para sempre as portas da Graça de Deus. A falta de esperança guarda certa similitude com o niilismo nietzschiano. O que é similar é mais que semelhante. Ao similar atribui-se […]

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A sétima XI – A Esperança –

“… entrego o meu espírito” (Lc 23.46). A morte de Jesus abriu para sempre as portas da Graça de Deus.

A falta de esperança guarda certa similitude com o niilismo nietzschiano. O que é similar é mais que semelhante. Ao similar atribui-se a mesma natureza. Já a semelhança tem qualidade de…, tem identidade, é análoga. O similar condiz melhor com a “conformidade” da teologia paulina (Rm 8.29). (Considero não estar imponto ao texto bíblico o que me fervilha na cabeça).

É algo condizente com a “imagem e semelhança”, de Gn 1.26; cf. Jó 33.4). Não sabemos se a sagaz serpente tinha ideia do alcance de sua insinuação (Gn 3.5). Seguramente, não; nem era ser humano… É preciso estar no Espírito para discernir as coisas do Espírito (1Co 2.14).

A narrativa de Gênesis guarda, embutido nas entrelinhas, um como corretivo aos que se excedem na autopromoção. Fazem-se super-homens ou semideuses, como se a “solução” de Nietzsche fizesse crescer aquele que é simplesmente um ser humano comum (Rm 12.3).

Do senso comum, “não pôr o chapéu onde a mão não alcança”, à refinada literatura machadiana, “o tipo de botas que usamos pode maltratar os pés…” (Memórias Póstumas de Brás Cubas, Cap. XXXVI), a nós nos compete e nos convém situar em bom juízo o como nos catalogamos.

Vetor dos mais elevados propósitos humanos, a esperança, invencível por natureza, nutre o sentido de nossa existência, enquanto nós a subjugamos ao desalento e deixamos de sonhar, de idealizar, de agir, de vencer, afinal.

É o modo primário de definhar o espírito e de ensombrar a visão. Quem perde a visão perde a esperança e vice-versa. Isto foi dito a Israel em momento grave de batalha (Dt 20). Distenda, leitor, esse texto a outros, largamente análogos, como em João 16.33b e 1Co 15.58.

Temos lutas na vida? Sim, nós as temos. Essas lutas marcarão nossa trajetória até o fim. Enquanto aqui, vivos, seremos embate e resistência a muitos fatos de nossa existência, de forma direta ou indireta. Confira Sl 66.10. O que nos ocorre obedece a algum propósito (1Co 10.13).

Necessário é não desanimar. Não arrefecer. Nosso desânimo aumenta o elã do inimigo, dá-lhe combustível, fá-lo maior que nós. A resistência tem preço, mas, igualmente, propicia-nos elevação moral (Gn 50.20; Fp 1.12ss; Sl 34.19; 1Co 10.13; 2Co 4.8ss).

Confesso que relutei em citar Hb 12.4-13. Mas, tomado de certo garbo, induzo o leitor a 2Co 6.4-10.

Esquecido da esperança? De forma alguma, sobretudo por não tratá-la como uma abstração. A esperança cristã é real e nos liga ao porvir (1Co 15.19). Mas, de igual modo, liga-nos ao presente. É o que se vê (Rm 8.24).

Se cremos na Palavra de Deus, e é de se esperar que creiamos, encorajemo-nos com Rm 8.31-39 e 12.12a.

Ah, leitor, vá também a Dt 4.7; Mq 4.5; Hc 3.17-19; Jr 29.11; Sl 37.4, 7; 138.8; Lm 3.21-26; Fp 4.4; e espere no Senhor, nele alegrando-se, enquanto permanecer agindo sob a égide de sua autoridade e do seu amor.

Com essa experiência, renovar-se-á, dia a dia, a sua esperança! (Rm 5.1-5).

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No Cenáculo 51 – Palavras De Jesus Na Cruz https://horasexta.com.br/no-cenaculo-51-palavras-de-jesus-na-cruz/ https://horasexta.com.br/no-cenaculo-51-palavras-de-jesus-na-cruz/#respond Thu, 19 Dec 2024 02:20:29 +0000 https://horasexta.com.br/?p=1927 dezembro 18, 2024 Pr. Válter Sales A sétima X – A Fé – “… entrego o meu espírito” (Lc 23.46). Fé é uma palavra pequena na grafia, mas grandiosa em seu sentido e alcance. Talvez não tenha a força verbal (é um substantivo) da terceira pessoa do singular do verbo ser. Mas é verdade que […]

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A sétima X – A Fé –

“… entrego o meu espírito” (Lc 23.46). Fé é uma palavra pequena na grafia, mas grandiosa em seu sentido e alcance.

Talvez não tenha a força verbal (é um substantivo) da terceira pessoa do singular do verbo ser. Mas é verdade que nenhum cristão consegue entender a força do “Ele é”, relativamente a Deus, se não for capaz de aquilatar o “Eu sou” de Isaías 41.10b, texto que reafirma suas muitas referências no Antigo Testamento.

No Novo Testamento, pelo menos sete vezes Jesus usou a mesma expressão, falando de si mesmo. A força do “Eu sou” define a eternidade, seja do Pai, seja do Filho (Is 43.13; Jo 1.3; Hb 1.2; Cl 1.17).

As asseverações bíblicas são a base da nossa fé. Se a Palavra declara o “Eu sou” como Criador e sustentador de todas as coisas, e da nossa vida em particular, não temos de impor dúvida ao sagrado texto, a menos que para ele tenhamos sucedâneo ou que com ele não tenhamos qualquer relação.

A fé é fundamental para a nossa identificação com Deus. Note-se que estou falando de identificação. Não falo de conhecimento teórico, falo de experiência com

Tão determinante é isto, que o autor aos Hebreus (11.6) sentencia: “… sem fé é impossível agradar a Deus…”. Falo de relação, porque o texto relaciona o crer na sua existência com o galardão que dele recebemos.

Fé, portanto, não se restringe a puro assentimento intelectual. Não é pura cognição. É experiência – são estes os dois vieses primeiros de Pistis (Fé).

Um pouco acima falei de sentido e alcance da palavra fé. E aí entra o aspecto prático, pragmático, que é a obediência (Jo 14.21, 23). Verdade seja: João atrela a obediência ao amor. Em 5.24, é feita a correlação do amor com o ouvir a palavra. Difícil será dissociar o amor da disposição de crer.

Podemos ir à luminosa galeria dos heróis da fé (Hb 11.4-29). A obediência é vista, por exemplo, no pai da fé – Abraão (8). Impossível será não enxergar obediência pela fé em tanto e tão abnegado heroísmo.

Mas, agora, desçamos a nós mesmos. Temos fé no Deus Eterno e Todo-poderoso? Falamos de fé, mas andamos ou vivemos por fé? (2Co 5.7). Ou precisamos, também nós, ver para crer, como o inconsequente e incrédulo Tomé? (Jo 20.24-29).

Quão pequena será a nossa fé, se dependermos do reducionismo das imagens para crermos em Deus!

Quão infantil será a nossa fé, se dependermos de “frases de efeito” (não muito mais que o senso comum) para referirmos ao nosso espírito o Absoluto!

Quão limitada de expressão será a nossa fé, se o nosso modo de pensar e jeito de ser não nos compuserem com o pensar e com o modelo do “Senhor nosso e redentor nosso”! (Sl 19.14b).

Tão significativa será a nossa relação com Deus quanto decisiva seja a nossa disposição de conviver com Ele por meio de Jesus Cristo.

Não há vínculo para essa relação que substitua, à altura, uma fé genuína.

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No Cenáculo 50 – Palavras De Jesus Na Cruz https://horasexta.com.br/no-cenaculo-50-palavras-de-jesus-na-cruz/ https://horasexta.com.br/no-cenaculo-50-palavras-de-jesus-na-cruz/#respond Tue, 17 Dec 2024 02:18:14 +0000 https://horasexta.com.br/?p=1920 dezembro 16, 2024 Pr. Válter Sales A sétima IX – Ressurreição e Ascensão – “… entrego o meu espírito” (Lc 23.46). A declaração foi feita estando Jesus  ainda na cruz. A ascensão cumpriu-a, quarenta dias depois (At 1.3-11). Há alguma analogia com 400 anos de cativeiro; 400 anos de silêncio profético; 40 dias de jejum […]

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A sétima IX – Ressurreição e Ascensão –

“… entrego o meu espírito” (Lc 23.46). A declaração foi feita estando Jesus  ainda na cruz. A ascensão cumpriu-a, quarenta dias depois (At 1.3-11).

Há alguma analogia com 400 anos de cativeiro; 400 anos de silêncio profético; 40 dias de jejum no deserto? Deixo essas elucubrações à acuidade dos numerologistas de fatos bíblicos.

A mim me interessa mais o que precedeu a ascensão: as falas de Jesus sobre o reino de Deus (At 1.3); a expectativa da restauração do reino de Israel (6); a reafirmação da autoridade absoluta do Pai (7); o recebimento do Espírito Santo pela Igreja (8).

Um imaginoso pregador disse que os discípulos esqueceram At 1.8 e Deus lhes deu At 8.1 – nova revolução em sua vida. Uma igreja presa a “agenda…”, de longe, somente, enxerga os ditames do Espírito. Subtraem-se-lhe imaginação e criatividade, mesmo com alguma coerência com a dinâmica do Espírito Santo a favorecê-la. Falecem-lhe a visão e a fibra dos primeiros cristãos. Veja-se a sequência, não por acaso, de Marcos 3.14 – Estar com Ele. Depois, pregar.

Olhar para cima ou ficar “com a cara pra cima…” é uma expressão típica do sertanejo, quando está a pensar pouco e a fazer nada. Ouvi-a muitas vezes de meus pais, quando me viam indolente. Seria, hoje, uma busca às apalpadelas do “não sei o quê”? Seria uma crise na formação cultural e teológica? Seria, ainda, uma crise de talentos? É tanto possível quanto lamentável.

Preocupa-me a insuflação tanto quanto o enrijecimento da mente. Avultam a ilusão das celebrações, o conformismo modista e a mesmice do ensino. Tudo isto pode levar a convenções seletivas pouco ajuizadas.

Tudo o que Jesus fez antes, durante e depois da cruz, impunha à Igreja uma dinâmica para além de pura pasmaceira, após sua morte e sua ressurreição. Esta, culmina toda a vida do Messias. Sem a ressurreição, tudo seria findo. Não estaríamos nós hoje falando de vida cristã, porque tudo, afinal, ter-se-ia sucumbido na morte. Mas, fixemos Jo 14.19b.

Hoje cantamos com empolgação: “Porque Ele vive, o amanhã espero” ou “Posso crer no amanhã”. A esperança reacende na ressurreição. Hoje nós temos a quem recorrer e de quem receber a resposta – “Porque eu vivo, vós também vivereis”.

Está claro que a ascensão de Jesus Cristo foi precedida de toda uma gama de fenômenos, desde cada palavra do seu ensino até a vitória sobre a morte (1Co 15.55). Da manjedoura ao Gólgota, Jesus é vida. Nele, nós somos vida.

O que hoje conta não é a morte. É a vida! A pregação paulina é sobre o Cristo que “foi crucificado” (Lc 24.6-8). Foi é passado. Ele ressurgiu! A vida é o presente! É um presente eterno, entendimento que só é possível na teologia. Portanto, firmeza e constância… (1Co 15.58). 

Voltemos aos discípulos, estáticos e extáticos (não nos confunda a homofonia!). A um tempo, estáticos, paralisados – do Latim, ecstaticus; e extáticos, do grego, ekstatikós, relacionado a “êxtase”. Como em Marcos 9.6.

Veja-se, agora, sobretudo, a dinâmica do Espírito. De começo, paralisados (At 1.10, 11). Novamente a voz vem do alto (10b). Recobra-se a esperança (11b). Depois, outra vez, o conhecido Olival, o cenáculo, uma reunião de oração; é o condicionamento aos pés do ressurreto (12-14).

Abrem-se as portas de todas as possibilidades, quando nos fechamos com Deus nalgum “quarto secreto” (Mt 6.6), seja em nosso santuário interior, intrínseca e reservadamente, seja como comunidade de fé (1Co 6.19; 1Co 12.27).

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No Cenáculo 49 – Palavras De Jesus Na Cruz https://horasexta.com.br/no-cenaculo-49-palavras-de-jesus-na-cruz/ https://horasexta.com.br/no-cenaculo-49-palavras-de-jesus-na-cruz/#respond Sun, 15 Dec 2024 02:15:34 +0000 https://horasexta.com.br/?p=1913 dezembro 14, 2024 Pr. Válter Sales A sétima VIII – O Nosso Espírito Todo – “… entrego o meu espírito” (Lc 23.46). O cenáculo marcou um encontro do homem real com o Deus verdadeiro. O homem real é mutável, como é vulnerável. Agora tem diante de si, na pessoa do Cristo, o ensino e o […]

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A sétima VIII – O Nosso Espírito Todo –

“… entrego o meu espírito” (Lc 23.46). O cenáculo marcou um encontro do homem real com o Deus verdadeiro.

O homem real é mutável, como é vulnerável. Agora tem diante de si, na pessoa do Cristo, o ensino e o exemplo que o perenizam numa vida plena e luminosa, enquanto o meramente humano é frágil, cede à própria tibieza.

O Cristo tem diante de si um cenário de igreja, em que todas as contradições se dão à luz, mas que podem ser superadas. A esperança se ostenta ante a rendição e a morte.

O cenáculo é feito de evidências, de decorrências e de inferências. Tudo nele se concretiza, mas nele nada se finaliza, e nele não se enxerga alguma insuficiência. O cenáculo é, a um tempo, pleno e prospectivo.

O Cristo é o Cristo saído de Deus e sendo Deus. Os participantes da ceia são homens. Um negará sua fé; outro venderá o Filho de Deus, como se fosse uma mercadoria qualquer; outros duvidarão de sua natureza e missão; outros crerão de verdade e, também, darão a própria vida pela mesma causa.

O cenáculo é uma “escola” onde se pode aprender, recordar, encantar-se, impactar-se, crer, viver. Uma escola para a vida.

Mas, igualmente, o cenáculo é “prospecção”, já o disse noutros termos. A Verdade nele se patenteia. Dele decorre a caminhada do testemunho. Ele aponta o Modus vivendi e o Modus faciendi aos discípulos. Vale dizer, à Igreja.

Que é necessário, senão que os discípulos – de todas as gerações – façam o que o Cristo ensinou e fez? Ele, porque completou a missão; os discípulos, para iniciá-la (Jo 14.12; Cl 1.24). Os dias não se consumam na sua alvorada.

Os discípulos haveriam de seguir as pegadas do Mestre, mesmo com o preço da própria vida, se necessário fosse; haveriam de confiar-se a Ele (Jo 16.33b; At 20.24; Gl 2.20; Fp 1.21).

Entregar-se por inteiro – o homem integral (1Ts 5.23; Ef 4.13).

De que outro modo poder-se-ia falar de compromisso com a fé cristã?

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No Cenáculo 48 – Palavras De Jesus Na Cruz https://horasexta.com.br/no-cenaculo-48-palavras-de-jesus-na-cruz/ https://horasexta.com.br/no-cenaculo-48-palavras-de-jesus-na-cruz/#respond Fri, 13 Dec 2024 02:12:49 +0000 https://horasexta.com.br/?p=1906 dezembro 12, 2024 Pr. Válter Sales A sétima VII – O Espírito, o Todo – “… entrego o meu espírito” (Lc 23.46). Já houvera entregado tudo, o temporário e o permanente. Agora, entrega-se a si mesmo. Deu-se todo! A história que culminou com a morte de Jesus no Calvário, não é um fato circunscrito ao […]

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A sétima VII – O Espírito, o Todo –

“… entrego o meu espírito” (Lc 23.46). Já houvera entregado tudo, o temporário e o permanente. Agora, entrega-se a si mesmo. Deu-se todo!

A história que culminou com a morte de Jesus no Calvário, não é um fato circunscrito ao julgamento, ao Getsêmani, à via crucis e ao próprio cenáculo. Este não se confinou num ato único e estanque.

O sacrifício de Jesus vê-se real já antes da fundação dos tempos; desde os arcanos da eternidade (1Pe 1.18,19; Ap 13.8-10). Tudo em Jesus é consumado, ainda que não falemos de uma escatologia voltada apenas para o futuro.

Nada ficou incompleto ou por fazer. Sua obra foi perfeita – “Tudo está consumado” (Jo 19.30). Isto nos fala de desígnio e de plenitude do que Ele realizou.

Quanto bem faríamos nós em impregnar a vida dessa dinâmica e dessa determinação! Em certa medida, Jesus mostrou ser possível ao homem fazer o que Ele mesmo, como homem, fez (Jo 14.12). As proporções desses feitos ficam sob elucidação da exegese e da hermenêutica.

Ocorre, porém, que somos exímios  e entusiastas iniciadores e melancólicos concluintes. Com isto, subtraímos à vida conquistas que muito lhe valeriam.

Quando Jesus entregou seu espírito ao Pai, fechou o conjunto de sua obra. Era sua forma de dizer: “Tudo que me deste para fazer, foi feito” (Jo 10.29, 32, 33; 20.30, 31; 21.25). Nada ficou inacabado. Jesus fez e ensinou o suficiente para crermos em Deus, e mais o que nos excede.

A entrega do espírito é o coroamento de tudo. A frase, nos evangelhos de Mateus (27.50) e Marcos (15.37), também indica a voluntariedade e a realidade de sua morte. Tudo nele foi verdadeiro. Jesus não costumava fazer cena… Ora, aos pregadores melodramáticos, histriônicos, cabe observar esse magno exemplo.

O espírito não poderia ser morto pelo algozes romanos. O corpo foi entregue. O espírito, não. Pertence a Deus – o mesmo que acontece aos humanos (Ec 12.7).

O que aqui se detecta e desponta dos ditos dos evangelhos é a  voluntariedade de Jesus ao entregar-se completamente à vontade do Pai. Neste aspecto, indicam-se sua humanidade e sua identificação conosco, em nossa natureza. A “morte” do pecador é necessária para a eclosão da nova vida.

A frase última fala-nos de triunfo. O Filho saiu do Pai e, agora, volta para o Pai. Nada poderia destruir essa relação essencial, nem poderia Ele permanecer rendido à sanha sanguinolenta dos homens.

Cabeça inclinada e vida entregue. Não é, para nós outros, hoje e sempre, uma indicação de postura? – “Enquanto é dia…” (Jo 9.4).

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A sétima VI – O Corpo –

“entrego o meu corpo” (Lc 23.46). Não me refiro ao corpo como estrutura física, biológica. A visão aqui é bíblico-espiritual.

O sentido bíblico de corpo vai além desses arrazoados naturais. Paulo o chama de santuário – “Santuário do Espírito Santo” (1Co 6.19, 20).

E diz mais: esse santuário “está em vós”; “vós o tendes da parte de Deus”; e consuma: “não sabeis (…) que não sois de vós mesmos?”

E mais, ainda, afirma que fomos “comprados por preço”. Que preço? O preço do sangue de Jesus Cristo, derramado, antes e durante a crucificação.

Lá estava Ele, no madeiro ignominioso; sangue espargindo, gora a gota, contando e pagando cada um dos nossos pecados…

Foi esse o preço da dívida, impagável por homens; porém, possível a Deus (Mt 27.6b; 1Pe 1.18-21; Lv 17.14 – assim, Jesus deu a própria vida).

Difícil para nós, presos que somos à nossa visão humana, limitada, digerir a vicariedade da morte de Jesus – o justo pagar pelos pecadores. Fê-lo, de modo cabal, por ser justo e por ser Deus.

Há uma teologia da morte e do corpo. O corpo humano é mortal; o espírito, não. Morreu o corpo humano de Jesus, não o corpo glorificado na ressurreição, ficando os “trapos” da morte no túmulo (Jo 20.6c).

Paulo ensina que é isso que nos acontecerá: “os mortos ressuscitarão incorruptíveis” (1Co 15.52), enquanto os que estiverem vivos serão transformados (53, 54). Mistério de Deus? Como se dará, não sabemos. Nenhuma ciência explica. É questão de fé (Lc 18.27; Mt 19.26b; Hb 11.6). Escatologia não é “prato feito”…

E, no curso do tempo, que nos separa dessa consumação, e que, também, nos escapa, o que devemos fazer com o nosso corpo?

Se, como assevera o Apóstolo, o nosso corpo é “Santuário do Espírito Santo” (1Co 6.19), deverá ser ele cuidado como tal. É no santuário que o Espírito é reverenciado. Deus deve ser glorificado também “no vosso corpo” (1Co 6.20).

Sem descer a detalhes, veja-se Rm 7.1-6, na analogia que Paulo faz do casamento. Quer-se pureza (cf. Cl 3.1-10).

Jesus não se contaminou, conquanto haja assumido o nosso pecado. O seu corpo, pendurado na cruz, permaneceu puro e santo.

A nós outros, hoje, cabe a percepção de que a um filho de Deus não convém envolver-se com o que o corrompa (Tt 1.15), sob qualquer ângulo ou aspecto ou expressão.

Nossa contemporização com o que não resistiria a um teste da ética bíblica, acaba por esgaçar a qualidade de nossa vida espiritual.

A receita de Paulo e de Jesus Cristo está na Sagrada Escritura, a que chamamos de “nossa regra de fé e de conduta” (1Co 10.12; Mt 26.41; cf. Cl 3.17; 1Co 10.31). Nosso alvo último é a glória de Deus.

Grande atitude para com a vida – frágil, vulnerável – é tratá-la no Espírito, em toda a sua demanda (Gl 5.25).

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No Cenáculo 46 – Palavras De Jesus Na Cruz https://horasexta.com.br/no-cenaculo-46-palavras-de-jesus-na-cruz/ https://horasexta.com.br/no-cenaculo-46-palavras-de-jesus-na-cruz/#respond Sun, 08 Dec 2024 02:07:54 +0000 https://horasexta.com.br/?p=1892 dezembro 7, 2024 Pr. Válter Sales A sétima V – A Vontade – “… entrego o meu espírito” (Lc 23.46). A vontade é a expressão mais  original do ser humano. É pela nossa vontade que acertamos ou erramos ou, mesmo, nos omitimos. Seja com for, é, ela, um componente moral. Manifesta-se desde cedo, mesmo de […]

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A sétima V – A Vontade –

“… entrego o meu espírito” (Lc 23.46). A vontade é a expressão mais  original do ser humano.

É pela nossa vontade que acertamos ou erramos ou, mesmo, nos omitimos. Seja com for, é, ela, um componente moral.

Manifesta-se desde cedo, mesmo de forma inconsciente; e não se pode arguir responsabilidade na primeira infância, quando, ainda, não se verifica o aprendizado – a percepção, que desvenda a existência.

Impulsos do crescimento podem ocorrer sem que deles se faça juízo. É apenas o mover-se do ser em evolução. É básico como descoberta e como afirmação. Mais tarde, o ser humano começa a assumir suas ações.

O tema não é estranho à experiência de Jesus, quanto à manifestação de sua vontade, jamais vista como subjugação.

Teria sido Jesus, como pessoa, anulado pela soberania do Pai? Não! Pai e Filho exerceram as mesmas prerrogativas, até porque os dois são um (Jo 10.30).

Jesus se determinou obedecer ao Pai – exerceu sua vontade, em fazer a vontade do Pai (Jo 5.30b; 4.34). Nutriam-se, a um tempo, o corpo e a mente.

Creio que podemos pensar em conformidade: do Filho com o Pai, e nossa, com o Pai, com o Filho e com o Espírito (1Co 6.17).

Conformidade é tema de Paulo (Rm 8.29b). Entendo ser essa nova relação o resgate do projeto original do Criador (Gn 1.26; Jó 33.4).

Passado e presente se encontram na unidade do propósito eterno – Deus na mira de sua criação (Gn 1.10, 31; assinalada por seu amor Jr 31.3).

Sem mais delonga: não se conformar com a vontade de Deus é, para o Apóstolo Paulo, uma insensatez (Ef 5.17; Rm 12.2, 3).

Enfim, Deus é soberano, puro, perfeito, solidário conosco. Deus é amor. Nós somos humanos, ínfimos. Salvamos-nos em buscá-lo (Dt 4.7, 29; Jr 29.13).

A descoberta da vontade de Deus e a conformação da nossa vontade com a sua será a maior conquista de nossa vida! Isto se fará em recolhimentos, notadamente e a partir do recesso do lar, com visíveis projeções em todas as esferas da humana existência.

Vale a pena exercitar a vida espiritual numa relação íntima e desimpedida com o Eterno. Se lhe ocorrem embaraços, ponha tudo isso diante do Pai. Faça-o, irmão, irmã; viva intensamente com Deus e para Deus! Viva objetivamente essa relação! (Ef 5.16). Não tardará: a diferença será notada.

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No Cenáculo 45 – Palavras De Jesus Na Cruz https://horasexta.com.br/no-cenaculo-45-palavras-de-jesus-na-cruz/ https://horasexta.com.br/no-cenaculo-45-palavras-de-jesus-na-cruz/#respond Fri, 06 Dec 2024 02:05:04 +0000 https://horasexta.com.br/?p=1885 dezembro 5, 2024 Pr. Válter Sales A sétima IV – A Mente – “… entrego o meu espírito” (Lc 23.46). Não há tribunal mais inclemente que o senso próprio ou o juízo sobre si mesmo. Ao entregar o espírito, Jesus tinha plena consciência de haver feito tudo que o Pai lhe deu a fazer. Os […]

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A sétima IV – A Mente –

“… entrego o meu espírito” (Lc 23.46). Não há tribunal mais inclemente que o senso próprio ou o juízo sobre si mesmo. Ao entregar o espírito, Jesus tinha plena consciência de haver feito tudo que o Pai lhe deu a fazer.

Os problemas que mais nos afetam são aqueles que temos em nós mesmos. O recôndito costuma soar alto nos desmandos…

Ora, não se pensam feridas do espírito apenas com agentes externos, com “psicologismos místicos” ou apelos a uma fé sabidamente não alicerçada. Necessária se faz uma intervenção divina, pelo Espírito, pela Palavra (Hb 4.12).

E não é isto pura retórica ou lógica de primeira expressão. É algo que, quanto mais nos afeta, menos se dissimula.   

Os maiores perigos são justamente aqueles que, a priori, não se mostram. Sempre nos apanham na inocência.

Jesus sofreu por dentro e por fora. Por fora, chagas expostas. Por dentro, angústia, dor moral, a crueza dos homens; não por Ele, mas por nós (Is 53.4, 5).

Conquanto carregado de culpas – as nossas culpas – não se rendeu à hediondez do que lhe fizeram.

Não perdeu a perspectiva de sua missão, da própria dignidade e da vontade do Pai (Jo 5.30; 6.38).

Paulo seguiu-lhe o exemplo (At 20.24; Gl 2.20; Fp 1.21). Imitou-o até o fim (2Tm 4.7, 8; 1Tm 1.18, 19).

Nossa relação com a própria mente é e será sempre um desafio; sempre contra a carne (Rm 7.14-25).

Podemos e devemos manter-nos no Espírito (Rm 8.6-16); usar todo o tempo para nos aperfeiçoarmos em Cristo (Ef 5.14-21); purificar a mente (Fp 4.8, 9); aprimorar a consciência (1Pe 3.16); todo o nosso ser (1Ts 5.23; cf. Dt 6.4,5; Mc 12.28c-31).

Há de haver vigilância sobre as influências a que somos expostos.

Há de haver muito cuidado para não sermos enredados (Ef 5.6-11; Lc 21.8). Já não me refiro tão somente ao que é pernicioso, mas ao que é superficial, que acomoda a mente.

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